"O motivo da minha vinda aqui hoje é única e exclusivamente a melhoria das estradas rurais", afirmou João Paulo Leonello, na tribuna livre da sessão ordinária de segunda-feira (27/03), representando os produtores rurais de Mogi Mirim. Em sua fala, Leonello apresentou diversos aspectos do problema, respondeu a questionamento dos vereadores e pediu mais empenho da gestão Paulo Silva para a manutenção das estradas rurais. Estiveram presentes no plenário diversos moradores e produtores rurais, o ex-vereador Jorge Setoguchi, o Secretário Municipal de Agricultura, Oberdan Qualio Alves, entre outras pessoas.  

Manutenção das estradas rurais

"Nós queremos aqui hoje ser ouvidos. Nós queremos que a partir de hoje, o clamor dos produtores [seja ouvido]. É o clamor do pessoal que trabalha de sol a sol, embaixo de chuva, de sábado, domingo e feriados para plantar, produzir e gerar vida, para colocar o alimento na mesa de cada um de vocês que aqui estão. Então que a partir de hoje as coisas sejam feitas na prática."

João Paulo Leonello relatou que sua propriedade rural produz diferentes tipos de mercadorias e possui cinco estradas para escoar essa produção. No entanto, nos últimos anos, segundo ele, a situação de todas elas piorou tanto que ficaram intransitáveis. "E a gente tendo que escoar mercadoria para o Ceasa. E a situação vem se agravando cada vez mais. Por quê? (...) Pela falta de manutenção."

"Nem a operação tapa buraco foi concluída", criticou o produtor rural, pedindo mais ações práticas da gestão municipal. "Como um setor desse, que é o terceiro em arrecadação no município, está tão desvalorizado desse jeito? Um setor que gera tantos empregos, que produz. Um setor que leva comida para a mesa dos brasileiros. Como pode estar tão desvalorizado desse jeito?", desabafou o agricultor.

Segundo Leonello, uma das dificuldades, relatada pelo Secretário de Agricultura, era a falta de maquinário para realizar a manutenção. Outra, segundo o agricultor, está relacionada ao consórcio CEMMIL. Para Leonello, o consórcio precisa de melhoria na capacitação tanto da mão de obra dos operadores, quanto dos funcionários que comandam as equipes. 

Finalizando sua fala, o agricultor disse: "Nós só vamos deixar de cobrar quando o serviço estiver sendo bem feito. Quando a manutenção estiver adequada. E o serviço sendo feito no tempo certo", e para mostrar a gravidade do quadro exemplificou com o caso eventual de uma emergência médica e como a situação das estradas poderia ser determinante num caso como esse.

Questionamentos

Em linhas gerais, os vereadores perguntaram a João Paulo Leonello sobre o Projeto de Lei nº 15/2023, de autoria do Prefeito, que dispõe sobre pedido de financiamento de R$ 6,5 milhões para a compra de maquinário para a manutenção das estradas rurais; sobre a capacitação técnica dos funcionários; sobre a melhor alternativa entre o Município ter maquinários próprios ou terceirizar o serviço; entre outros aspectos do problema. 

João Paulo Leonello respondeu que os agricultos não tinham sido consultados sobre o PL nº 15/2023, "porém esse recurso é bem-vindo". Ainda com relação ao projeto, Leonello alertou para uma possível demora na compra, devido aos trâmites burocráticos, fazendo com que as máquinas chegassem apenas no final do ano (época de chuvas, condição inadequada para os serviços de manutenção). E ainda acrescentou que as máquinas listadas não serão suficientes, sobretudo se elas forem simultaneamente utilizadas para outras manutenções.  

Sobre a capacitação dos funcionários, o produtor rural disse que a  responsabilidade pela contratação de mão de obra adequada é do Poder Público. E na questão sobre a melhor alternativa entre o Município possuir maquinário próprio para a manutenção ou terceirizar o serviço, Leonello mencionou o exemplo de Conchal, que terceirizou e está com as estradas em bom estado (na sua opinião), mas que essa avaliação entre as alternativas também cabia à Administração Municipal. 

 

 

 

 

 

 

 



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