Professora da rede municipal, presidente do sindicato e advogado pediram apoio às reivindicações da categoria

Um grupo de servidores públicos municipais compareceu na Câmara de Mogi Mirim durante a sessão ordinária de segunda (25/04) para pedir apoio dos vereadores na solução do impasse envolvendo o reajuste salarial da categoria, estopim para a greve do funcionalismo que já dura praticamente um mês.

A gente está pedindo para que vocês, que têm acesso ao Chefe do Executivo, possam pedir em nosso nome e dos cidadãos que estão sofrendo com a redução do serviço prestado. A greve foi nosso último recurso para lutar por um reajuste condizente com a realidade atual. Mesmo completando 28 dias de greve, não conseguimos avançar em um acordo”, comentou David Barone, presidente do Sinsep (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Mirim).

Segundo Barone, a categoria fez uma contraproposta na quarta (20/04) à Prefeitura: 7% de reajuste, incluindo também o aumento do Cartão Alimentação para R$ 400 e mantendo as propostas já feitas pela Administração, como o abono de R$ 1 mil em parcela única. “Estamos dispostos a negociar”, reiterou.

Ainda de acordo com Barone, o sindicato recebeu novamente uma resposta da Administração na segunda (25/04) mantendo a última proposta formalizada: 2% de reajuste salarial, Cartão Alimentação de R$ 350, abono de R$ 1 mil e a ampliação, já aprovada, de passes de ônibus e cestas básicas. O Governo justifica que essa proposta - somada à adequação aos pisos nacionais dos agentes comunitários de saúde e professores, por exemplo - impactam consideravelmente a folha de pagamento do município e limitam o orçamento.

Ainda na sessão de segunda, os vereadores ouviram atentamente também o advogado do Sinsep, Alisson Silva, e a professora da rede municipal Fernanda Cássia Valentim Espezi.

 

Projeto de Lei

Aguardando as negociações entre os servidores e a Administração, a Mesa Diretora da Câmara decidiu por não levar à votação o Projeto de Lei nº 46 de 2022, de autoria do prefeito Paulo Silva (PDT), que estabelece o reajuste de 2% ao salário da categoria.

 

Redação e Fotos: Tom Oliveira

 



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