O Secretário de Meio Ambiente, Oberdan Quaglio, compareceu à sessão ordinária de segunda-feira (15) para responder a perguntas dos vereadores e falar sobre as providências adotadas pela Prefeitura com relação às capivaras do Complexo Lavapés ("Zerão") e ao risco da febre maculosa. A convocação ocorreu através do Requerimento nº 329, de 2023, de autoria dos vereadores Geraldo Vicente Bertanha (União Brasil) e Joelma Franco da Cunha (PTB).

Ao longo dos esclarecimentos, Quaglio salientou que um dos principais meios de combater e prevenir a febre maculosa é através da divulgação de informações sobre a doença, áreas e formas de contágio, assim como, de tratamento. Dessa forma, segund o secretário, a administração municipal tomou essa primeira providência, quando apareceram os primeiros casos – confira no final do texto, o material disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Outras medidas ressaltadas pelo secretário foram o cumprimento de um cronograma de trabalho em parceria com outras secretarias e órgãos públicos, com ações e estratégias que seguiam as recomendações da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Entre elas, o cercamento para isolar as capivaras possivelmente contaminadas e, mais recentemente, o monitoramento mais próximo desses animais. 

A sabatina pode ser assistida na íntegra neste link. Leia abaixo alguns dos principais pontos.  

Capivaras e febre maculosa

Os autores deram início à sabatina questionando quais medidas a Administração Municipal havia implementado para controlar a febre maculosa e qual a motivação do cercamento e a avaliação de sua eficácia. 

Além disso, os autores perguntaram se as capivaras não poderiam ser removidas do Complexo Lavapés e se outras áreas da cidade, por onde circulam capivaras, não ofereceriam riscos de contaminação de febre maculosa.

O Secretário de Meio Ambiente explicou que a atual gestão municipal, desde seu início em 2021, já adotou várias medidas para o controle da febre maculosa, em função de óbitos ocasionados pela doença na época. De acordo com Oberdan Quaglio, a primeira medida adotada, com base em recomendações da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, foi informar e alertar a população sobre a doença, a forma de transmissão pelo carrapato, quais animais são hospedeiros naturais do carrapato-estrela e formas de tratamento, assim como, de cuidados e prevenção.

"Toda a população tem que ser massivamente informada a respeito da doença, do local onde está acontecendo a contaminação, como realizar o tratamento, como proceder se eventualmente for picado por um carrapato. Esse é o primeiro passo."

A difusão dessas informações, conforme Quaglio explicou, aconteceu, entre outras formas, através de diversas placas de alerta nos locais de contágio e de  panfletos distribuídos por agentes de saúde e nos postinhos (Unidades Básicas de Saúde - UBSs).        

Depois dessa comunicação com a população, outras ações mencionadas pelo secretário foram a formação de um comitê de gestão de crise (com as pastas de Meio Ambiente, Saúde e Serviços Municipais, a vigilância sanitária e os bombeiros) e o cercamento do local do "Zerão", onde as capivaras viviam. 

Respondendo também a outros vereadores, o secretário Oberdan Quaglio explicou que o cercamento visa isolar os animais possivelmente contaminados, para que eles não espalhem o carrapato infectado por outras regiões do Município e também para que mais nenhuma capivara entre na área. As capivaras que podem ser vistas circulando em outras regiões pertencem a outros grupos familiares, explicou o secretário, dizendo que um local passa a ser considerado de contágio somente se for identificado um caso na área. 

A medida mais recente, mencionada pelo chefe da pasta, foi a ampliação do contrato com a Associação Mata Ciliar, uma entidade que presta serviços para a administração, cuidando dos animais silvestres do zoológico. Essa ampliação compreende o trabalho de castração e esterilização das capivaras do "Zerão", assim como teste de sorologia de todos os animais, para verificar quais estão na fase de contaminação. Oberdan Quaglio informou que os animais contaminados, com a permissão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, serão abatidos.

Além disso, Quaglio esclareceu que as capivaras não podem ser removidas do "Zerão", porque é proibido por lei. Mas, com a esterilização e o isolamento, num futuro próximo, não haverá mais capivaras na área.

Ao longo de suas respostas, o secretário disse que as capivaras são animais endêmicos (típicos) da nossa região e como, atualmente, elas não possuem um predador natural, seu controle populacional precisa ser realizado com as ações mencionadas. Ele também frisou que essas ações seguem a recomendação da secretaria estadual, por exemplo, a Resolução SIMA nº 115/2022, e que o Município também observa o que vem sendo realizado por outros municípios nessa questão.

"Hoje qualquer um que quiser caminhar pelo 'Zerão' pela calçada, pela pista de caminhada externa, entre o asfalto e a calçada, não corre risco algum de pegar um carrapato, de ser contaminado com febre maculosa", afirmou o secretário, acrescentando que os carrapatos ficam na grama, por isso o cercamento isolou também esse espaço.  

 

 

Material de divulgação da Secretaria Municipal de Saúde.



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