Encontro reuniu biólogos, especialistas nas áreas de limpeza urbana e saúde pública e representantes do poder público municipal

 

A Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Mogi Mirim, por meio do Vereador Robertinho Tavares (PL), reuniu na noite de quinta-feira (09/06) especialistas e profissionais que atuam diretamente no controle, na prevenção e no atendimento à saúde quando o assunto é escorpião e outras pragas.

O encontro foi pautado pelo Vereador após o recebimento de diversas denúncias e reclamações de moradores sobre o aparecimento dos escorpiões em seus imóveis. “Só conversando com quem entende do assunto podemos chegar a soluções para minimizar esse problema que preocupa a todos nós e principalmente famílias que têm crianças e idosos, os mais vulneráveis ao veneno dos escorpiões”, comentou.

 

Participação

Além de Robertinho, estiveram presentes os Vereadores João Victor Gasparini (União), Lúcia Tenório (Cidadania) e Joelma Franco da Cunha (PTB), além de Jacqueline Moreira, assessora do Vereador Orivaldo Magalhães (PSDB). Entre os técnicos e especialistas, participaram: os biólogos Ricardo Braga e Rubens da Silva; Clara Alice Franco de Almeida Carvalho (secretária municipal de Saúde); Oberdan Quaglio (secretário municipal de Meio Ambiente); Ernani Gragnanello (secretário municipal de Serviços); Paulo de Tarso de Souza (presidente do SAAE); Moisés da Rocha Dantas (gerente da Central de Fiscalização); Rogerio Marcos Garros (coordenador do Centro de Zoonoses); Vivian Delalibera Custódio (gerente da Vigilância em Saúde), entre outros convidados.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram a quantidade de picadas de escorpião registradas em Mogi Mirim por ano

 

Cerca de 100 picadas por ano

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Mogi Mirim registra cerca de 100 ocorrências de picadas de escorpião por ano. Em 2021, foram 135. A cidade possui estoque de soro antiescorpiônico disponível na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Dessa forma, a recomendação é a de que, a qualquer indício de picada de escorpião, principalmente em crianças menores de 10 anos e idosos, procurar imediatamente (até 50 minutos) a UPA para que a equipe médica faça a avaliação e, se for prescrito, realize a aplicação do soro.

“Não há maneira “caseira” de controlar o veneno do escorpião. O que acontece, muitas vezes, é que o próprio corpo possui uma barreira forte e, por isso, nem seja necessária a aplicação do soro. No entanto, a única recomendação é procurar imediatamente a UPA porque somente a equipe médica pode avaliar o caso”, destacou Vivian Delalibera Custódio, gerente municipal da Vigilância em Saúde.

Vereadores Lúcia, João Victor e Joelma acompanharam a audiência pública

Trabalho preventivo

De acordo com Ernani Gragnanello, secretário municipal de Serviços, Mogi Mirim não tem um bairro da cidade que se destaca quanto ao surgimento de escorpiões. Há ocorrências isoladas na cidade como um todo. Segundo ele, a Prefeitura atua de forma preventiva e de rotina fazendo a limpeza dos terrenos públicos e tentando evitar o acúmulo de entulho. “Mas é um trabalho que precisa da colaboração dos moradores porque percebemos que há muitos relatos de surgimento de escorpiões em terrenos privados, onde a Prefeitura não tem acesso direto”, comentou. “Precisamos fazer a nossa parte e também que a população faça a sua”.

 

Responsabilidade de todos

Para todos os especialistas no assunto, a incidência de escorpiões pode ser evitada com a conscientização da população, que pode tomar ações de prevenção, como fazer a limpeza de terrenos e quintais com frequência, evitar acúmulo de lixo e sempre fazer a conferência em locais onde os escorpiões possam se esconder dentro de casa. Atitudes assim podem evitar acidentes.

Ainda segundo os representantes da Prefeitura, os canais mais apropriados para que os munícipes denunciem irregularidades é por meio do Protocolo: (19) 3814-1000 ou da Ouvidoria (e-mail: o[email protected]). Esses setores farão o registro e repassarão às equipes competentes de limpeza, por exemplo.

 

Válvulas de retenção

Após o encontro, Robertinho Tavares já protocolou na Câmara Municipal um Projeto de Lei para exigir que todos os loteamentos novos em Mogi Mirim sejam construídos com a válvula de retenção na rede de esgoto. Esse mecanismo simples contribui de forma bastante eficaz para evitar que o esgoto retorne para as casas, reduzindo, inclusive, a entrada de baratas e escorpiões por meio da rede de esgoto.

Segundo Paulo de Tarso, presidente do SAAE, há um projeto sendo debatido na autarquia municipal e também com os órgãos reguladores do setor para buscar a instalação desse mecanismo no máximo possível de imóveis. Para isso, será preciso a realização de campanhas de conscientização aos donos de imóveis. “Muitas vezes o próprio dono nem sabe se o imóvel dele tem ou não a válvula de retenção. É preciso que tenhamos mais divulgação porque é uma peça barata e que pode evitar muitos problemas”, destacou.

Robertinho agradeceu a todos que colaboraram com o importante debate para a cidade

Objetivo cumprido

Para Robertinho, a Audiência Pública realizada pela Câmara cumpriu com seu objetivo de discutir o tema de forma técnica e ouvindo especialistas. “Tenho certeza de que somente assim, com diálogo, podemos pensar em como o Poder Público pode agir de forma eficaz no controle dos escorpiões e em como conscientizar os moradores a cada um fazer a sua parte”, destacou.

 

Redação e Fotos: Tom Oliveira

 



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