Na quinta-feira (4), uma audiência pública discutiu a situação das estradas rurais e bairros não asfaltados em Mogi Mirim. O evento foi uma iniciativa do vereador Orivaldo Aparecido Magalhães (PSDB). 

Estiveram presentes os vereadores Ademir Souza Floretti Junior (Republicanos), Joelma Franco da Cunha (PTB) e Sônia Regina Rodrigues Módena (PSD); e os secretários municipais Oberdan Quaglio (das pastas de Agricultura e Meio Ambiente), Leandro Bordignon (Mobilidade Urbana) e Luis Henrique Bueno Cardoso (Planejamento Urbano). Também compareceram Carlos Pereira, gerente do Sindicato Rural, Jorge Setoguchi e Marcos Vettorato, diretores do mesmo sindicato patronal, produtores rurais e munícipes.

Confira a seguir alguns pontos da discussão. Para assistir à audiência na íntegra clique neste link

Situação das estradas rurais e bairros não asfaltados em Mogi Mirim

Inicialmente, Magalhães e demais presentes mostraram, por meio de fotos, vídeos e relatos, a situação ruim de várias estradas e vias, por exemplo: a Sétimo Biazotto (MMR - 050), a Estrada Municipal do Brumado, a Estrada Municipal da Santa Maria (MMR - 174), Usina Esmeralda, Rodovia do Limão (MMR - 176), Estrada Lagoa Dourada,  vias do Paraíso da Cachoeira, das Chácaras São Marcelo e Chácaras Sol Nascente.

Magalhães também enfatizou os prejuízos sociais e financeiros que esse problema ocasiona, exemplificando que tais estradas são utilizadas para a circulação de pessoas (ambulâncias, vans escolares, transporte para o trabalho, para a igreja etc) e para a circulação de mercadorias (escoamento da produção agrícola).

Sobre esse último ponto, o vereador falou da importância do agronegócio para Mogi Mirim, para a geração de empregos, a contribuição fiscal para os cofres públicos e a produção de alimentos, frisando que estradas melhores poderiam baratear o frete dos produtos.

Manutenção das estradas rurais

Para Orivaldo Magalhães, um dos fatores que contribuem para a persistência (e agravamento) da situação ruim das estradas é a falta de funcionários especializados na Prefeitura e a terceirização do serviço para o CEMMIL (consórcio de 12 municípios da região), o qual não oferece um salário atrativo para um operador especializado em motoniveladora, na visão de Magalhães.

Como consequência, as manutenções não são realizadas adequadamente, disse o vereador, apresentando fotos que mostravam, entre outros problemas, água empoçada no meio de diversas estradas. De acordo com a explicação do parlamentar, a manutenção precisa deixar a via "abaulada", isto é, num formato convexo, para que a água corra para as laterais e saia por valetas até ser absorvida por cacimbas.

Outras críticas dos presentes relacionadas à manutenção foram: o estreitamento de algumas vias, o assoreamento de cacimbas, o uso de resíduos de construção e a falta de coleta de resíduos vegetais.

Os produtores rurais e representantes do Sindicato Rural também disseram que as vias não-pavimentadas de municípios vizinhos, como Estiva Gerbi e Santo Antônio da Posse, estão em melhores condições que as de Mogi Mirim. 

Administração Municipal

Oberdan Quaglio, respondendo às colocações dos vereadores e demais participantes, disse que no início da atual gestão havia um orçamento insuficiente para a pasta de Agricultura e que as máquinas da Prefeitura, para a manutenção das estradas, estavam obsoletas. 

Nos últimos anos, segundo afirmou o secretário, novas máquinas foram adquiridas, a pasta recebeu mais orçamento e vem trabalhando para reduzir o número de pontos intransitáveis nas estradas rurais, seguindo um mapeamento realizado em 2021.   

Sobre a qualificação da mão-de-obra, Quaglio afirmou que os funcionários da pasta de Agricultura passaram por treinamento com a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), órgão do governo estadual.   

Já com relação ao material utilizado na manutenção das estradas, o chefe da pasta disse que as vias estão recendo pedra nº 3 (solo brita), para depois receber pó de pedra como acabamento, num processo para posterior asfaltamento.  

De acordo com o secretário, caminhões com cargas cada vez mais pesadas também contribuem para a deterioração das estradas, fazendo com que a manutenção tenha que ser mais frequente, e que as chuvas de março também contribuíram para o quadro atual.

Quaglio explicou que há um cronograma de manutenção para regularizar a situação das estradas até julho. 

 

 

 



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